quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Conan, o Bárbaro (1982)


Após o sucesso inicial nos pulps e a morte de Howard na década de 30, Conan ficou relegado à obscuridade até os anos 60, quando a Lancer Books começou a reeditar as antigas aventuras do cimério e lançar novas em coleções com capas belíssimas ilustradas pelo mestre Frank Frazetta.







Essas obras-primas da pintura foram a resposta que o jovem produtor Edward R. Pressmam procurava ao imaginar que personagem caberia ao carismático fisioculturista Arnold Schwarzennegger em sua ambição de se tornar astro de cinema. E num caso raríssimo em Holywood, um filme começõu a ser construído em torno do ator principal, ao contrário do que sempre acontece.










Pressmam primeiro assinou um contrato com Arnold no quel este se comprometia a não estrelar nenhuma outra produção enquanto não participasse de Conan, e logo passou a procurar um roteirista que contruísse uma história com base nos contos de Howard. Esse roteirista foi Oliver Stone.





Stone criou escreveu um roteiro praticamente infilmável para os padrões da época : misturou vários contos originais, criou um "origem cinematográfica" para o personagem e adicionou um verdadeiro apocalipse , na forma de exércitos de mutantes em batalhas grandiosas que só puderam realmente ser realizadas muitos anos depois na trilogia Senhor dos Anéis.


Após a recusa de todos os estúdios possíveis, dado a impossível realização do ambicioso projeto, resolveram vender o roteiro para o produtos Dino de Laurentiis, que contratou o roteirista/diretor John Millius para reescrever o roteiro e torná-lo mais filmável, para então iniciar a produção do projeto.
E então tudo tomou a forma como conhecemos hoje.

Millius sempre quis escrever um filme sobre vickings e essa era a oportunidade perfeita. Mas não ficou só nisso, colocando em seu roteiro todas as suas influências filosóficas e cinematográficas, como grande adimirador dos westers de John Ford e os filmes de samurai de Akira Kurosawa, além de reescrever o roteiro tornando-o mais parecido com os filmes badeados em eras antigas, como se a Era Hiboriana  pudesse ter realmente existido.




massacre no vilarejo



Com a frase de Nietzche " o que não nos mata nos torna mais fortes", Millius entrega um história de vingança, onde um jovem Conan empreende toda uma jornada de crescimento em busca do assassino de sua vila, o feiticeiro Thulsa Doom, líder do culto ao deus Set que aumenta seus domínios cada vez mais.







Conan aprende sobre o enigma do aço

Escravizado, Conan é treinado como gladiador, onde mostra imenso valor, recebendo como prêmio o aprendizado das artes da guerra e outros conhecimentos no Oriente, até que é libertado e passa a buscar vingança, tudo em torno do "Enigma do Aço".





Juntamente com seu companheiro Subotai e sua amante Vléria, Conan encontra a tão sonhada vingança enquanto aprende que a verdadeira força não está no aço, mas na mão que o empunha. Tal qual as grandes histórias de samurai.


Sim ! Samurai ! De acordo com o próprio Millius, o que ele realizou foi um épico de samurais, porém com bárbaros, e nisso pesa o grande defeito e os méritos da produção.




O Conan de Milius pouco tem a ver com o guerreiro dos contos originais, que abandonou sua terra natal em busca de aventuras, sendo um guerreiro que vai aos poucos sendo moldado como uma verdadeira máquina de guerra que cresce ao longo de sua busca.







                                                    A Era Hiboriana se torna real























Sem abrir mão de violência e erotismo, Millius tem seu maior acerto na ambientação do mundo de Conan, retratado fielmente em seu pessimismo e selvageria, além de ser um ótimo contador de histórias; e apesar do filme às vezes ser meio lento, principalmente se visto com os olhos atuais, é um verdadeiro épico sobre crescimento, vngança e suas consequências, embalado por uma das mais fantásticas trilhas sonoras de todos os tempos composta pelo mestre Basil Polidouris, que conduz o filme de poucos diálogos como um grande balé sombrio, pessimista, poderoso e selvagem.

Thulsa Doom e seus seguidores




Conan, o Bárbaro é um filme muito à frente do seu tempo, muito copiado, mas praticamente impossível de ser recriado mesmo quase 30 anos depois.

Um verdadeiro clássico, o filme preferido de muita gente.

3 comentários:

  1. Amigo...da uma olhadinha no meu blog...tem as revistas que vieram depois dos filmes...grande abraço!!!

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  2. Já estou lhe seguindo aqui, amigo! Parabéns pelo blog!

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    Um grande abraço!
    Ísis.

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  3. Tem interesse em continuar atualizando o blogue?
    Abraços!

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Saiba, ó príncipe...